Apocalipse 3: 20. Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo. 21. Ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em meu trono, assim como eu também venci e sentei-me com meu Pai em seu trono. 22. Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.

[Ref.: Js 1.8 / Sl 1.1-3; 119.11,105 / Jo 8.32,36 / 2 Tm 3.15-17]

A carta à igreja em Laodicéia é uma das correções mais profundas em Apocalipse, capítulo 3, porque, nota-se que, é a única em que Cristo, não apresenta sequer algo de bom a favor antes de apontar onde ela errava, como ocorre nas cartas anteriores, até notarmos em um dos últimos apontamentos de Cristo, algo realmente intrigante: Ele diz estar à porta batendo, esperando ser atendido e convidado a cear com o proprietário.

Em outras palavras, a igreja em questão podia até ter de tudo, talvez, mas era morna, materialista e espiritualmente cega, pois o mais relevante ela já não tinha mais consigo, a presença de Cristo, a ligação direta com Deus. Ela achava ter tudo, mas sem Ele, não tinha nada. Mesmo assim Ele, em sua paternidade misericordiosa ainda oferece auxílio caso a mesma se arrependa e se regenere.

Mesmo como um corpo, ou individualmente, cada um de nós, cristãos, nos dias atuais, estamos sujeitos ao risco de nos engessar num “evangelho” manjado (limitado, forjado mais sob doutrinas de homens, não de Deus), ao invés de viver o genuíno evangelho, forjado e firmado na Palavra do Soberano Deus.

Cristo é a base, o alicerce, o fundamento de nossa fé, se ele não está presente em nossa vida e ministério, se ele não está na igreja, e a igreja nEle, então ela, nós, nos tornamos ainda mais suscetíveis a queda, a estagnar, esfriar, em outras palavras, entrar em rota de colisão, tal como um caminhão desgovernado descendo uma ladeira sem um piloto no comando. Nisso devemos tomar o dobro, senão o triplo, do cuidado. Cristo deve ser o piloto no “caminhão” da nossa vida.