O perigo do soberbo que descredita o agir de Deus em sua vida

Atos dos Apóstolos: 12. 21. No dia marcado, Herodes, vestindo seus trajes reais, sentou-se em seu trono e fez um discurso ao povo. 22. Eles começaram a gritar: “É voz de deus, e não de homem”. 23. Visto que Herodes não glorificou a Deus, imediatamente um anjo do Senhor o feriu; e ele morreu comido por vermes.

[Ref.: Ex 3.14 / Jr 9.24 / Is 43.11; 45.5-6 /Mt 12.31-32 / At 4.12 / 2 Co 10.17-18 / Ef.2.8-9 / 1 T 1.17]

Herodes, “O grande” e seus descendentes, em toda a Bíblia, certamente nunca foram um exemplo de familía e governo ou mesmo de reverência e respeito ao Deus de Israel.

Este Herodes citado em Atos cap.12, após um provável discurso eloquente, se encheu de orgulho com os elegios que recebeu comparando-o à um deus, então guardou os créditos para si, porém Deus não se agradou disso e enviou um anjo que o tirou a vida de imediato e logo foi devorado por vermes. Algo muito próximo disso ocorreu com Ananias e Safira, anteriormente no cap 5, estes são raros casos no Novo Testamento em que o extremo de uma atitude soberba, negligente e/ou de avareza levaram pessoas à morte imediata como consequência de seus atos.

Como disse, esses são casos extremos em que Deus executou uma punição letal e imediata pela  atitude fria, cega, irreverente e infeliz de seus executores. Casos em que o ego já estava inflado, cauterizado pela soberba e/ou pela ganância, e não enxergava mais o erro / o pecado em seus atos. E é à um nível de atitudes como essas, de apatia e frieza espiritual e emocional, que nós, que amamos e servimos e respeitamos/tememos à Deus, devemos evitar de se quer alcançá-los, pois nosso coração é enganoso (Jr 17.9-10) e devemos guarda-lo (Pr 4.20-27), nos guardar de cometer algo que não agrade à Deus.

Como agir à um ultimato injusto e um ato de zombaria contra Deus

[Texto base: Leia 2 Crônicas 32.1-23/ Isaias 36-37]

1 João: 4. 4. Filhinhos, vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo.

[Ref.: Sl 37.4-5 / Is 55.8-9 / Jr 29.11-14 / Mt 6. 33-34 / Lc 1. 37 / 2 Co 4.8-9 / Hb 10.23]

Baseado na história da ameaça de Senaqueribe e seu comandante ao rei de Judá, Ezequias.

Sabemos que o opressor Senaqueribe, rei da Assíria e da Babilônia, e seu exército, haviam derrotado e destruido muitos outros reinos e escravizado seus povos, isso quando não os aniquilava de uma só vez, tudo para humilhá-los e engrandecer seu ego e fama. O mesmo tentou contra Judá, ameaçando-os por 2 vezes com seu comandante através de cartas de deboche ao rei Ezequias, pois Judá estava fragilizada, sofrendo as consequências dos erros do rei Acaz, seu pai, e não tinham um exército à seu dispor para defende-la, eram cartas que zombavam do Deus de Judá e de Israel (comparando-o com os deuses das nações derrotadas), que serviam para desmotivar e amedrontar o povo e o empunham à Ezequias um ultimato sob à condição de se render ou lutar (ambos os casos os levariam à uma derrota inevitável pela lógica humana)… Porém Ezequias tomou a decisão mais correta e sensata possível: orou à Deus e buscou Sua Palavra através do ministério do profeta Isaías (e sua Intercessão), rejeitado e ignorado por seu pai, Deus então, através de Isaías decretou à derrota do exército assírio e como ocorreria a morte do rei Senaqueribe e o mesmo ocorreu.

O comandante enviado por Senaqueribe​ foi esperto e um ótimo estrategista, exceto pelo grave e infeliz erro de zombar de Deus comparando-o com outros deuses pagãos.

Quando estamos debaixo de perseguições, zombarias que atacam nossa fé e/ou ameaçam nossas vidas apresentando o cenário de uma derrota inevitável em alguma área fragilizada de nossas vidas (emocional, perdas, vícios, etc.), devemos agir como Ezequias: buscar à Deus primeiramente em oração e à sua Palavra (ler a ​Bíblia, as Escrituras), apresentando à Ele tudo que estamos passando e Ele certamente apresentará a solução dentro de Seu tempo e agirá à nosso favor.

Não Desista, não entregue a batalha nem devolva as ofensas “na mesma moeda”, busque à Deus, porque à guerra Ele já venceu por nós na cruz em Cristo Jesus.

Alma abatida – combatendo a solidão

Salmos: 42. 11. Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus.

Romanos: 8. 37. Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. 38. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, 39. nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

[Ref.: Sl 42; 139; 118.5; 120.1 / Is 40.26-31; 55.9-10 / Jr 29.11-14 / Lm 3.21-23 / Mt 11.28-30 / Jo 16.33 / 2 Co 4.17-18 / Fp 4.11-13 / Tg 5.16]

As vezes, passamos por problemas, lutas, dificuldades e tribulações duras e difíceis de suportar (não impossíveis), que para deixar de/evitar preocupar pessoas próximas que amamos, acabamos por escolher o silêncio e as vezes o exilio, porém estas opções podem nos levar também à uma depressão, sofrendo sozinho e cometendo o equivoco de buscar à Deus somente quando o problema já atingiu ou esta para atingir niveis críticos.

Os problemas podem até ser de ordem financeira, familiar, conjugal, legal, de saúde ou pessoal (desde conflitos internos à vicios escondidos) que já estamos prestes à perder o controle e não vemos mais solução para resolve-los (humanamente falado), mas nesta história, Deus nunca jamais deve ser encarado como último recurso de ajuda/solução e sim o primeiro.

O exílio, que leva à solidão, como dito acima, não ameniza o problema, muito pelo contrário, ele apenas o intensifica, nos mergulhando (dependendo do caso) num mar de angustia, culpa, ansiedade e medo (insegurança), sufocando e esfriando nossa fé e, com isso, podendo facilmente nos conduzir à depressão. Porém Deus nós ensina, encoraja, nos motiva à entregar à Ele nossos caminhos e buscar primeiramente à Ele e no demais ajudaria à resolver (Sl 37.5; Mt 6.33-34; 1 Pe 5.7).

Na presença de Deus nossos medos, insegurança, duvidas e nossa ansiedade tem um fim, a paz. Não estamos sozinhos neste mundo, Cristo sempre esta conosco.

Exemplo de Vida – Parte 2 – Legado

1 Pedro 5. 3. Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho.

Tito: 2. 1. Você, porém, fale o que está de acordo com a sã doutrina. 7. Em tudo seja você mesmo um exemplo para eles, fazendo boas obras. Em seu ensino, mostre integridade e seriedade;

Sinônimos da palavra legado:
patrimônio, espólio, deixa, herança

Considerando o devocional anterior, de mesmo nome, este nos servirá para apresentar (brevemente) a vida de alguns personagens bíblicos e refletir sobre suas ações e qual reputação​ e legado gerou-se à partir delas:

O mal legado

Caim: um assassinato causado pelo mesmo por ciume à seu irmão, seu pecado, o primeiro homicídio na Bíblia, jamais foi esquecido, foi mencionado até mesmo no Novo Testamento (Hb 11.4 /1 Jo 3.21) e na atualidade ainda é lembrado.

Saul: Ungido por Deus, através do profeta Samuel, o 1° rei de Israel, pecou pela primeira vez contra Deus ao desobedece-lo após uma batalha, e ainda tentou jostificar seu erro perante Deus ao invés de assumir e se arrepender, mais à frente se deixou ser consumido de ciume e inveja contra Davi temendo perder o reino para ele. (1 Samuel 9.2-31.12)

Judas Iscariotes: discípulo de Cristo, responsável e lembrado pela traição do mesmo, é mencionado nos 4 primeiros evangelhos e em Atos cap.1 no Novo Testamento. Seu ato de traição lhe rendeu um remorso (alimentado pela culpa) tão grande que, além de abafar seu próprio arrependimento, o levou ao suicídio.

O bom legado

Abraão, Isaque e Jacó: Patriarcas da fé cristã e da e testemunhas da aliança de Deus com os homens, começando à partir de Abraão.

Moises: De longe o mais reconhecido representante da Lei do Senhor ao povo israelita e líder do mesmo durante o Ew.

Noé, Jó e Daniel: Apesar de viverem em épocas e cenários distintos, são mencionados por Deus como justificados por Ele, no livro do profeta Ezequiel (Ez 14.14,20).

Davi: Exceto por seus problemas conjugais (adultério), morais (assissanato) e familares (pai possívelmente ausente, mesmo sendo, que Rei não demonstrava ter muita autoridade sobre​ seus filhos e filhos, haja visto a história trágica de Amnom, Tamar e Absalão), Davi também foi conhecida como um homem segundo o coração de Deus (principalmente por saber se arrepender de verdade e buscar ao Senhor.

Elias: Apresentado inicialmente nos livros históricos é talvez, senão, O maior representante dos profetas de Deus (1 Reis 17.1 – 2 Reis 10.17).

Paulo: Sua drástica transformação de vida, caráter e comportamento após seu primeiro encontro com Cristo no caminho para Damasco é lembrado e sempre citado por muitos cristãos, aquele que um do tinha prazer em caçar e prender cristãos para serem condenados à morte, se transformou num deles, sentiu as mesmas dores e perseguições, porém seu amor pelo evangelho o fez encara-las como honra, algo que é loucura pra muitos.

Sabendo qual tipo de legado e reputação desejamos passar à diante, devemos nos importar em buscar viver uma vida integra, transparente e sincera com Deus e todos que convivem conosco.

Para encerrar

Mateus: 5. 14. “Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. 15. E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Pelo contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. 16. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”.

Reflita…

Antes cedo do que tarde

Texto base: Lucas: 16. 19- 31 – a parábola do homem rico e Lázaro

[Ref.: Mt 6. 25-34; 22.34-40; 25.31-46 / Lc 12. 13-21]

Esta parábola que Cristo conta me lembra um certo conto americano de um livro chamado Um Conto de Natal (A Christmas Carol, 1843) de Charles Dikens. Em uma noite às vésperas do Natal ocorre a história de transformação de caráter do velho Ebenezer Scrooge (após à visita em sonho, de 3 ‘fantasmas’ que o fazem refletir sobre sua vida, suas ações, seu passado, presente e futuro), de um senhor rico, rabugento, avarento, solitário e egoísta, à um homem feliz, amigável e caridoso, solidário.

A diferença entre Scrooge e o rico da parábola, é que ele, ainda em vida, acabou mudando de atitudes ao encarar quem ele realmente era, porém o rico morreu sendo egoísta, orgulhoso e avarento e só no tártaro, tarde demais, se arrependeu da vida que vivia e de ter desprezado Lázaro, em vida, e suplicando à Abraão conceder à ele o minimo de alivio possível e após aceitar que para ele não havia mais saída, insiste à Abraão que avise/conscientize seus familiares e parentes das consequências amargas daquela vida que vivia, chega até mesmo à sugerir que ressuscite algum profeta para avisa-los, mas Abraão avisa que nada disso fará diferença uma vez que já estão cegos por suas próprias convicções e nem se quer darão atenção à um profetas ressurreto.

O amor ao próximo em uma vida cristã no centro da vontade de Deus, vivendo segundo Seus ensinamentos, afasta o homem salvo e renovado em Cristo de uma vida promiscua e um fim amargo, infeliz, e também o livra da segunda morte e do Inferno, agora, aquele que se afasta gradativa ou rapidamente do Senhor, tem consciência do pecado, permanece nele e não se atenta à necessidade do arrependimento, nem dá ouvidos à conselhos de irmãos para se corrigir, já esta fadado à encarar um final ruim.

Reflita nisso: Não há meio termo entre céu e inferno, não há “jeitinho brasileiro” no caminho da salvação e da santificação.